Como configurar e usar uma VPN: guia prático

O que você precisa saber antes de configurar uma VPN

Configurar uma VPN para uso pessoal costuma ser simples, mas o caminho muda conforme o dispositivo e o objetivo. Antes de começar, vale comparar opções em uma página como a melhor VPN, porque o que faz sentido para Windows pode não ser o ideal para Android, iPhone, Mac ou roteador.

Em termos práticos, a VPN cria uma camada de proteção para o tráfego e ajuda a ocultar o IP, o que melhora a privacidade em redes públicas e reduz a exposição de dados em navegação comum. Ela não substitui antivírus ou ferramentas antifraude, e também não garante anonimato total, então o uso precisa ser entendido com limites reais.

Neste guia, você vai ver como instalar, conectar e verificar se a VPN está funcionando, além de entender o que muda entre plataformas e quando vale ajustar a configuração. A ideia é sair do básico com um passo a passo útil, sem complicar o que pode ser resolvido em poucos minutos.

Como configurar e usar uma VPN no Windows

No Windows 10 e no Windows 11, o caminho nativo para adicionar uma VPN fica nas configurações de rede do sistema, e antes de clicar em “Adicionar VPN” você precisa ter em mãos os dados corretos da conexão. Sem isso, a configuração até abre, mas não fecha: o Windows depende de informações como servidor, tipo de VPN e credenciais para conseguir autenticar e conectar.

Quais dados você precisa para conectar no Windows

Para configurar uma VPN no Windows manualmente, o básico é ter o endereço do servidor, o protocolo ou tipo de VPN aceito pelo provedor, e os dados de acesso. Em muitos casos, isso significa usuário e senha; em outros, pode ser necessário um certificado ou uma configuração mais específica, como IKEv2, L2TP/IPsec ou SSTP, conforme o serviço contratado.

O ideal é conferir essas informações antes de começar, porque o erro mais comum não está no Windows, e sim em preencher um campo incompatível com o que a VPN exige. Se o provedor entrega um perfil pronto ou um app próprio, isso costuma simplificar bastante o processo, especialmente para quem quer usar a VPN no dia a dia sem lidar com detalhes técnicos.

Como verificar se a VPN está funcionando no Windows

Depois de salvar e conectar, a checagem mais simples é confirmar se o status da VPN aparece como conectado nas configurações do Windows. Em seguida, vale comparar o IP público antes e depois da conexão: se a VPN estiver ativa, o endereço exibido em um site de verificação deve mudar para o IP do servidor da VPN, e não o da sua rede original.

Se quiser uma validação um pouco mais completa, observe também se o DNS acompanha a conexão e se não há vazamento visível de WebRTC no navegador. Isso não precisa virar um teste complexo, mas ajuda a confirmar que a VPN foi aplicada de fato. Quando o objetivo é praticidade, porém, o app do provedor costuma ser a melhor escolha: ele reduz o risco de erro manual, facilita a reconexão e normalmente já vem pronto para uso em poucos cliques.

Como configurar e usar uma VPN no Android

No Android, o caminho mais simples costuma ser instalar o app do próprio provedor. É a opção mais prática para quem quer conectar rápido, receber atualizações automáticas e usar recursos que normalmente não aparecem na configuração nativa, como kill switch e split tunneling. Se a prioridade é compatibilidade e menos atrito no dia a dia, esse costuma ser o melhor ponto de partida.

A configuração manual faz mais sentido quando você já tem os dados de acesso da VPN e quer usar o perfil nativo do sistema. O fluxo básico é o que a ajuda oficial do Google descreve para Android, mas a experiência pode variar bastante conforme fabricante, versão do sistema e camada do aparelho. Por isso, vale escolher o caminho com base no que você precisa de fato: simplicidade e recursos extras no app, ou controle mais direto na configuração manual.

App da VPN ou configuração manual no Android?

Critério App do provedor Configuração manual
Simplicidade Mais fácil de instalar e usar Exige mais passos e dados técnicos
Recursos Costuma incluir kill switch, split tunneling e troca rápida de servidor Geralmente oferece o básico da conexão
Compatibilidade Melhor para a maioria dos usuários Pode variar mais entre aparelhos e versões
Manutenção Atualizações e ajustes automáticos Depende mais do usuário

Na prática, o app do provedor tende a ser a escolha mais segura para quem quer começar sem complicação. Já a configuração manual pode ser útil em cenários específicos, como quando você precisa usar credenciais fornecidas pelo serviço, prefere evitar um aplicativo extra ou quer testar uma configuração mais enxuta. Se a VPN escolhida tiver app bem resolvido para Android, essa costuma ser a opção mais confortável para uso contínuo.

Permissões, bateria e uso em segundo plano

No Android, a VPN precisa de permissões do sistema para criar a conexão e permanecer ativa em segundo plano. Isso é normal, mas vale revisar se o app está autorizado a rodar sem restrições agressivas de economia de bateria, porque alguns aparelhos encerram processos em segundo plano com mais facilidade. Quando isso acontece, a VPN pode desconectar ou demorar mais para reconectar após trocar de rede.

Também é importante observar o consumo de bateria e o impacto na conexão móvel. Uma VPN sempre adiciona alguma camada de processamento, então o efeito pode variar conforme protocolo, servidor e qualidade da rede. Em uso real, isso costuma ser mais perceptível em aparelhos mais antigos, em redes instáveis ou quando o sistema do fabricante é mais rígido com apps em segundo plano.

Como confirmar que a VPN está ativa no Android

Depois de conectar, vale validar se a VPN realmente entrou em funcionamento. O primeiro sinal é o ícone de chave na barra de status, mas isso sozinho não basta. O ideal é conferir se o IP público mudou e, se possível, fazer um teste simples de DNS para ver se a navegação está saindo pelo túnel correto. Se o endereço continuar igual ao da sua rede local, a conexão pode não ter sido aplicada como esperado.

Se algo falhar, o problema costuma estar em três pontos: permissão negada pelo sistema, economia de bateria interrompendo o app ou diferença de compatibilidade entre aparelhos. Em alguns modelos, basta liberar o app para execução em segundo plano; em outros, é preciso ajustar a otimização de bateria ou reiniciar a conexão após trocar de Wi-Fi para dados móveis. Quando houver comportamento estranho, testar outro servidor e revisar as permissões costuma resolver mais rápido do que refazer toda a instalação.

Como configurar e usar uma VPN no iPhone e no Mac

No ecossistema Apple, a diferença mais importante não é só entre iPhone e Mac, mas entre usar o app da VPN no dia a dia e ter uma configuração gerenciada por perfil ou MDM. No uso pessoal, o app do provedor costuma dar mais controle ao usuário; em ambientes corporativos ou administrados, a política pode limitar o que pode ser alterado, e isso é esperado, não um erro.

VPN no iPhone e no Mac: app ou perfil gerenciado

Para quem quer configurar uma VPN no iPhone ou no Mac por conta própria, o caminho mais simples é instalar o app do provedor, entrar com a conta e ativar a conexão. Esse modelo é o mais prático porque concentra login, escolha de servidor e recursos como reconexão automática em um só lugar.

Já em cenários corporativos, a VPN pode ser distribuída por perfil de configuração ou por MDM, com regras definidas pela empresa. Nesse caso, o usuário pode até ver a VPN ativa, mas não necessariamente consegue trocar servidor, desligar o recurso ou alterar parâmetros de segurança. A lógica é de gestão centralizada, não de uso livre.

Cenário Quem controla O que o usuário costuma conseguir fazer Limite mais comum
App do provedor Usuário Ativar, desativar e escolher opções do app Depende do plano e do aplicativo
Perfil de VPN TI ou administrador Usar a conexão definida pela política Menos liberdade para alterar ajustes
MDM Empresa ou escola Seguir a configuração imposta no dispositivo Pode não haver opção de mudança manual

Na prática, isso ajuda a separar duas necessidades diferentes: quem quer privacidade e flexibilidade no uso pessoal tende a preferir o app; quem usa um dispositivo gerenciado precisa seguir a política aplicada ao aparelho.

O que fazer quando a VPN não pode ser alterada no Apple

Se o iPhone ou o Mac estiverem sob gestão, é normal encontrar opções bloqueadas, perfis instalados ou regras como per-app VPN e VPN On Demand. A per-app VPN direciona apenas alguns aplicativos para a conexão protegida, enquanto a VPN On Demand pode ativar a proteção automaticamente em condições específicas definidas pela administração.

Isso significa que o usuário nem sempre terá controle total sobre a VPN gerenciada Apple. Em vez de tentar contornar a política, o caminho correto é verificar se o dispositivo é administrado e, se necessário, falar com o responsável de TI para entender o que foi configurado e por quê.

Para confirmar se a conexão está funcionando, vale observar o status no app, o ícone de VPN na barra de status quando aplicável e, se necessário, testar a navegação em uma rede conhecida. Se a conexão estiver ativa, mas as alterações continuarem indisponíveis, o mais provável é que a limitação venha da política do dispositivo, não de falha do aplicativo.

Se o objetivo for uso pessoal, o app do provedor costuma ser a forma mais simples de configurar e usar uma VPN no iPhone e no Mac. Em ambiente gerenciado, a prioridade é respeitar a política aplicada ao aparelho e validar apenas se a conexão está ativa e estável.

Como configurar uma VPN no roteador e em dispositivos sem app

Essa configuração faz sentido quando a ideia é proteger a rede inteira de uma vez ou cobrir aparelhos que não têm app nativo, como smart TVs e consoles. Em vez de instalar a VPN em cada dispositivo, você centraliza a conexão no roteador e estende a proteção para tudo o que estiver conectado a ele. Isso é útil em casas com muitos aparelhos, mas também exige mais cuidado técnico do que a instalação em celular ou computador.

Quando o roteador com VPN faz mais sentido

A VPN no roteador costuma ser a melhor saída quando o objetivo é simplificar a proteção de vários dispositivos ao mesmo tempo. Ela também resolve o problema de aparelhos que não aceitam app, como algumas TVs, consoles e dispositivos de streaming. Nesses casos, a vantagem não é só conveniência: é conseguir aplicar a conexão segura onde a instalação direta não existe.

Os cenários mais comuns são:

  • smart TV que não oferece app de VPN;
  • console que precisa de cobertura pela rede doméstica;
  • casa com vários dispositivos conectados e pouca vontade de configurar um por um;
  • ambiente em que a proteção precisa valer para toda a rede, sem depender do usuário lembrar de ativar o app.

O ponto importante é que essa solução faz mais sentido para quem quer cobertura ampla. Se a necessidade é só proteger um notebook ou um celular, instalar o app diretamente costuma ser mais simples e flexível.

O que checar antes de instalar VPN no roteador

Antes de configurar, vale confirmar três coisas: compatibilidade do roteador, suporte de firmware e capacidade de processamento. Nem todo roteador aceita VPN nativamente, e alguns modelos até permitem a instalação, mas com desempenho limitado. Quando o hardware é fraco, a criptografia pode pesar na conexão e reduzir a velocidade percebida na rede inteira.

Também é importante verificar se o firmware do aparelho suporta a configuração desejada. Em alguns casos, soluções como OpenWrt ou DD-WRT ampliam as possibilidades, mas aumentam a complexidade da instalação e da manutenção. Isso significa mais controle, porém também mais chance de erro para quem não tem familiaridade com o processo.

Critério O que observar Impacto prático
Compatibilidade Suporte nativo ou via firmware Define se a instalação é viável
Complexidade Interface do roteador e nível de ajuste necessário Afeta o tempo de configuração e a chance de erro
Desempenho Capacidade do processador e da rede Pode reduzir ou preservar a velocidade

Na prática, o melhor caminho é checar o suporte do modelo antes de avançar. Se o roteador não for compatível ou for muito limitado, a experiência pode ficar lenta, instável ou simplesmente inviável. Para quem quer proteger a casa conectada, essa verificação evita frustração e ajuda a decidir se vale seguir com a configuração ou buscar outra abordagem.

OpenVPN, WireGuard e configuração manual: quando usar

Esta é a seção para quem precisa de mais controle técnico, compatibilidade ampla ou recebeu uma configuração pronta da equipe de TI. Aqui, a escolha não é sobre “qual VPN é melhor” em abstrato, mas sobre qual protocolo e qual formato de conexão fazem mais sentido para o seu cenário.

Em geral, o WireGuard tende a ser mais simples e rápido de configurar, com uma experiência mais leve no uso diário. Já o OpenVPN costuma ser visto como mais maduro, amplamente suportado e muito comum em ambientes onde estabilidade e compatibilidade pesam mais do que simplicidade. Isso não significa que um substitui o outro em todos os casos, porque a decisão também depende do provedor, do dispositivo e do tipo de rede em que você vai usar a VPN.

OpenVPN ou WireGuard: qual escolher?

Critério OpenVPN WireGuard
Facilidade de uso Pode exigir mais ajustes e arquivos Geralmente mais simples de configurar
Desempenho Costuma ser mais pesado Tende a ser mais leve e rápido
Maturidade Mais antigo e amplamente adotado Mais novo, com foco em simplicidade
Compatibilidade Muito comum em diferentes cenários Cresceu bastante, mas pode variar por provedor
Uso típico Quem prioriza compatibilidade e controle Quem quer conexão mais enxuta e prática

Na prática, o OpenVPN costuma fazer mais sentido quando você quer um protocolo consolidado, com ampla adoção e boa chance de funcionar em cenários variados. O WireGuard costuma ser a escolha mais interessante quando a prioridade é velocidade, simplicidade e menos atrito na configuração manual. Se a sua rede é instável, se você alterna muito entre dispositivos ou se quer uma conexão mais direta, o WireGuard tende a ser mais conveniente. Se o foco é compatibilidade e um formato mais tradicional, o OpenVPN ainda é uma aposta segura.

Quando a configuração manual vale mais que o app?

A configuração manual faz mais sentido quando você precisa de controle fino sobre a conexão, quer usar a VPN em um roteador, em um sistema sem aplicativo dedicado ou em um ambiente corporativo em que a TI entrega os dados prontos. Também pode ser útil quando o app do provedor não está disponível para aquele dispositivo específico, ou quando você quer reduzir dependência da interface do aplicativo e usar apenas o essencial para conectar.

Ela costuma ser menos prática para o usuário comum, porque exige importar arquivos, inserir credenciais e, em alguns casos, lidar com certificados e parâmetros de servidor. Por isso, vale mais quando há uma necessidade real de compatibilidade ou administração, e menos quando o objetivo é apenas instalar e usar com poucos cliques. Se você quer comparar provedores com bom suporte a esse tipo de uso, vale olhar opções na tabela comparativa completa de VPNs.

O que normalmente vem no arquivo de configuração

Na configuração manual, o provedor costuma entregar alguns dados básicos para a conexão funcionar. O mais comum é encontrar:

  • endereço do servidor ou lista de servidores;
  • nome de usuário e senha, quando aplicável;
  • arquivo `.ovpn` no caso de OpenVPN;
  • certificado digital;
  • chave de autenticação ou chave privada, dependendo do modelo;
  • instruções específicas para importar a configuração no cliente escolhido.

Esses arquivos e credenciais existem para que o dispositivo saiba onde conectar e como validar a sessão com segurança. Em outras palavras, eles substituem a experiência guiada do app por um conjunto de parâmetros técnicos que você ou a equipe responsável precisam carregar manualmente. Se faltar um desses itens, a conexão pode não subir ou pode exigir suporte do provedor para ajuste.

Se a sua prioridade é evitar esse tipo de trabalho, faz mais sentido escolher uma VPN com aplicativo bem resolvido e suporte técnico consistente. Se a prioridade é integração, compatibilidade ou controle, a configuração manual continua sendo uma solução válida e, em alguns contextos, a mais adequada.

Como verificar se a VPN está funcionando

A forma mais rápida de confirmar se a VPN está funcionando é comparar o IP público antes e depois da conexão. Se o endereço mudar para o país ou servidor escolhido, isso já indica que o tráfego está saindo pelo túnel da VPN. A partir daí, vale fazer uma checagem curta de vazamentos de DNS e WebRTC em serviços de confiança, porque esses testes mostram se alguma informação da sua navegação ainda está escapando fora da conexão protegida.

Também ajuda olhar o próprio cliente da VPN. O status deve aparecer como conectado, com o servidor correto selecionado e sem alertas de reconexão ou falha. Em muitos casos, sinais simples como mudança de IP, rota estável e ausência de erros no aplicativo já confirmam que o roteamento está correto.

Checklist rápido para validar a VPN

  • Verifique seu IP público antes de conectar e anote o endereço exibido.
  • Conecte a VPN e confira se o IP mudou para o servidor escolhido.
  • Rode um teste de vazamento DNS em um serviço de confiança e veja se os servidores mostrados batem com a VPN.
  • Faça a mesma checagem para WebRTC, especialmente no navegador.
  • Abra o cliente da VPN e confirme se ele mostra conexão ativa, servidor correto e status estável.

Se tudo isso estiver coerente, a VPN está cumprindo a função básica de mascarar sua conexão e direcionar o tráfego pelo servidor escolhido. Para uma referência geral sobre o papel de uma VPN na navegação, vale consultar este material da Stay Safe Online, que explica o uso de forma acessível.

Sinais de que algo está errado

Quando a VPN não está funcionando como deveria, os sinais costumam aparecer rápido. O mais comum é o IP continuar igual ao anterior, ou mudar apenas parcialmente sem refletir o servidor selecionado. Outro alerta é o teste de DNS mostrar provedores locais em vez da rota da VPN, o que sugere vazamento.

WebRTC exposto no navegador, cliente em estado de erro, desconexões frequentes ou lentidão fora do padrão também merecem atenção. Nesses casos, o problema pode estar na conexão, no aplicativo ou na configuração do dispositivo. O objetivo aqui não é fazer troubleshooting completo, mas identificar se a VPN está realmente protegendo a rota de saída antes de seguir para o próximo passo.

Problemas comuns ao usar VPN e como resolver

Depois que a VPN já está configurada, os problemas mais comuns costumam aparecer como sintomas bem específicos: a conexão não sobe, a navegação fica lenta ou alguns apps param de funcionar. Em vez de tentar “reiniciar tudo” sem critério, vale organizar o diagnóstico por causa provável. Isso economiza tempo e ajuda a separar falha de configuração, limitação do servidor e incompatibilidade do próprio serviço.

Sem conexão: o que revisar primeiro

Quando a VPN não conecta, o primeiro passo é checar o básico que mais falha na prática: credenciais de acesso, servidor selecionado, protocolo usado e certificados, quando o app ou a configuração exigirem. Um login incorreto, um servidor indisponível ou um tipo de VPN incompatível com o dispositivo já são suficientes para impedir a conexão.

Se a falha persistir, teste outro servidor e, se houver opção, altere o protocolo. Em alguns casos, o problema não está na VPN em si, mas na combinação entre rede, sistema operacional e configuração escolhida. Se houver aviso de certificado ausente ou inválido, isso também precisa ser corrigido antes de insistir na conexão.

Por que a VPN fica lenta

A VPN lenta nem sempre indica defeito. Muitas vezes, a causa é um servidor distante, congestionado ou um protocolo menos eficiente para aquela rede. Se a latência sobe muito, a experiência piora mesmo quando a conexão continua ativa.

A correção mais simples costuma ser trocar de servidor para um mais próximo ou menos carregado. Se isso não resolver, vale testar outro protocolo, porque alguns priorizam estabilidade e outros favorecem velocidade. Também é importante checar a velocidade da sua conexão local sem a VPN, já que uma internet de origem instável limita qualquer ajuste posterior.

Como lidar com vazamento DNS ou apps incompatíveis

Quando um app deixa de funcionar com a VPN ligada, ou quando há suspeita de vazamento DNS, o problema geralmente está nas configurações de roteamento. Nesses casos, revisar as preferências do aplicativo e o uso de split tunneling costuma resolver parte dos conflitos, porque ele permite separar o tráfego que passa pela VPN do tráfego que segue direto.

Problema Causa provável Correção prática
Sem conexão Credenciais erradas, servidor incorreto, protocolo incompatível, certificado ausente Revisar login, trocar servidor, testar outro protocolo e validar certificados
VPN lenta Servidor distante, servidor congestionado, protocolo inadequado, internet local fraca Trocar servidor, testar protocolo e medir a velocidade da conexão base
Vazamento DNS ou app que falha Configuração de DNS, roteamento do app, necessidade de exceção Ajustar DNS, revisar split tunneling e criar exceções só quando necessário

Se o problema for recorrente, especialmente em vários servidores ou dispositivos, isso já aponta mais para a qualidade do serviço do que para um erro isolado de configuração. Nesse cenário, faz sentido acionar o suporte do provedor ou considerar a troca por uma VPN mais estável para o seu uso. Para quem quer entender boas práticas de segurança e privacidade online, a FTC reúne orientações úteis sobre proteção digital.

Quando usar VPN e o que ela realmente protege

Vale usar VPN quando a prioridade é proteger o tráfego em redes que você não controla, reduzir a exposição do seu IP e ganhar uma camada extra de privacidade em situações comuns como Wi-Fi público, acesso corporativo remoto e uso de conteúdo com restrição geográfica. Ela não é uma solução mágica, mas faz diferença justamente nesses cenários em que a conexão passa por terceiros e a confiança na rede é limitada.

O que a VPN protege de verdade

A proteção real de uma VPN está em dois pontos: o tráfego passa por um túnel criptografado e o seu IP fica mascarado para o destino final. Na prática, isso dificulta a leitura dos dados por quem estiver na mesma rede e reduz a exposição direta da sua localização de conexão. É por isso que a VPN é útil em aeroportos, cafés, hotéis e outras redes públicas, além de ser uma ferramenta comum para quem precisa acessar recursos internos da empresa com mais segurança.

Esse benefício também ajuda em casos de acesso georrestrito, porque a conexão pode sair por outro país ou região. O efeito prático é mais flexibilidade de acesso, mas sempre dentro das regras do serviço usado e sem prometer disponibilidade permanente, já que plataformas podem mudar seus bloqueios ao longo do tempo.

O que a VPN não resolve

A VPN não protege tudo. Ela não impede que você faça login em uma conta rastreável, não bloqueia malware por si só e não substitui cuidados contra phishing, links falsos ou downloads suspeitos. Também não entrega anonimato total, porque o rastreamento pode continuar por cookies, contas conectadas, fingerprint do navegador e outros sinais de uso.

Por isso, a escolha do provedor importa tanto quanto o uso da ferramenta. A política de privacidade, a jurisdição e o histórico de confiança do serviço ajudam a entender o que ele faz com seus dados e qual nível de exposição você ainda assume ao navegar. A FTC e a National Cybersecurity Alliance reforçam justamente essa lógica: VPN é uma camada de proteção, não uma blindagem completa. Se o objetivo é decidir com mais segurança, vale comparar provedores com critério, como na tabela comparativa completa com ofertas, e priorizar quem combina privacidade, transparência e uso consistente no dia a dia.

Perguntas frequentes sobre como configurar e usar uma VPN

A VPN deixa a internet mais lenta?

Pode deixar um pouco, sim, porque o tráfego passa por um servidor intermediário e isso adiciona uma etapa na conexão. Na prática, o impacto varia conforme a distância do servidor, o protocolo usado e a qualidade da sua rede. Em uma VPN bem configurada, essa diferença costuma ser pequena o bastante para não atrapalhar o uso comum.

Posso usar VPN no celular e no roteador?

Sim. VPN funciona bem em celular, tanto em Android quanto em iPhone, e também pode ser configurada no roteador, quando o aparelho e o provedor oferecem suporte. No celular, o uso é mais simples e direto; no roteador, a vantagem é proteger todos os dispositivos conectados à rede sem instalar app em cada um.

VPN garante anonimato total?

Não. A VPN melhora a privacidade porque mascara o IP e protege o tráfego entre você e o servidor, mas não elimina todos os rastros. Se você fizer login em contas pessoais, aceitar cookies ou usar serviços que já sabem quem você é, ainda pode haver identificação. Por isso, a VPN deve ser vista como uma camada importante de proteção, não como anonimato absoluto.

Vale a pena usar VPN em Wi-Fi público?

Sim, especialmente em redes abertas de café, aeroporto, hotel ou shopping. A VPN ajuda a proteger os dados transmitidos na conexão e reduz a exposição a interceptações no caminho. Ela não substitui boas práticas básicas, mas é uma camada útil quando você precisa se conectar fora de casa.

Se você quer comparar opções com mais critério antes de escolher, vale conferir a nossa página com a melhor VPN e ver qual provedor faz mais sentido para o seu uso.

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